sábado, 2 de maio de 2020

A declaração de regência


  •  Com os sinais de loucura que a rainha D-María apresentava, a situação da Casa Real agravou-se, acabando por impor a sua substituição, oficializada a 10 de Fevereiro de 1792, com a publicação da declaração por parte do Príncipe D.João, que resolvera assumir a regência em nome da rainha, por tempo indeterminado. 
  •  A formalização da mudança fez-se mantendo os quatro ministro do despacho, marquês de Ponte de Lima, Martinho Melo e Castro, Seabra da Silva e Luís Pinto de Sousa Coutinho, únicos membros do conselho de Estado Foram endereçadas aos médicos 4 perguntas, por certo para avaliar a extensão da doença se havia esperança de melhoria se haveria demora no reestabelecimento se havia possibilidade de alguma aplicação da rainha nos negócios do governo se seria prudente utilizá-la nos referidos negócios sem agravar o seu estado
  •  Aos quesitos, os peritos só responderam afirmativamente à segunda questão o que terá levado o referido conselho de Estado a colocar D.João perante a inevitabilidade de assumir o despacho. Houve alguma relutância de D.João em aceitar essa decisão por uma questão de princípios ou de comodidade já que não estava habituado a preocupações preferindo entregar-se à caça e ao "percurso" dos conventos Mas o sentido do dever a situação muito difícil que o pais vivia convenceram-no a aceitar a decisão.

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