terça-feira, 30 de junho de 2020

A batalha da Roliça


Após o desembarque das força britânicas, cerca de 13 000 homens, no cabo Mondego, perto da Figueira da Foz, no dia 1 de Agosto sob o comando de Arthur Wellesley futuro duque de Wellington a que se juntaram cerca de 6000 portugueses, muito embora grande parte das forças portuguesas não tenham tomado parte no início das operações por não concordarem com o comando britânico, que segundo eles ao pretenderem deslocar-se para Sul, iriam deixar o Norte à mercê das forças francesas.

Informado do desembarque, Junot enviou o General Delaborde, no dia 6 de Agosto, com uma força relativamente pequena, com a missão de observar e, se possível, impedir o avanço inimigo.

Deviam juntar-se-lhe as forças do General Louis Henri Loison que se encontravam em Tomar. No dia 13 de Agosto a força anglo-lusa sai de Leiria e no dia seguinte entra em Alcobaça. No dia 15 entrou nas Caldas da Rainha e foi na aldeia de Brilos, nos arredores, que se trocaram os primeiros tiros entre os destacamentos avançados de ambas as forças. No dia 16 o corpo expedicionário de Wellesley continuou o avanço para Sul e, depois de ter passado Óbidos, avistaram forças francesas posicionadas perto da povoação da Roliça.

O campo de batalha da Roliça situa-se na Freguesia da Roliça, na parte Norte do Município do Bombarral, entre Torres Vedras e Óbidos. A primeira posição do exército francês ocupou uma pequeno planalto junto à aldeia da Roliça.

 Para Norte desta povoação estende-se uma planície por onde se deu a aproximação do exército anglo-luso. A Sul o terreno apresenta-se recortado pela elevação da Serra do Picoto e Planalto das Cesaredas, onde, num segundo posicionamento, os franceses tentaram fazer face à superioridade numérica do inimigo, tirando partido do acentuado declive e do difícil acesso que os passou a separar.

O ataque foi lançado cedo, no dia 17 de Agosto. As forças de Wellesley avançaram com as alas mais adiantadas que a coluna do centro. Delaborde, com poucas forças, manteve o seu dispositivo até os aliados se encontrarem a curta distância e quase conseguirem envolver os Franceses. Vendo que não conseguia manter a posição, mandou retirar as suas tropas para o terreno mais elevado perto do lugar da Columbeira, mais difícil de tornear. A retirada deu-se em boa ordem, registando-se algumas escaramuças quando iniciaram o movimento.

A retirada francesa processou-se inicialmente com calma mas, quando atingiram uma passagem estreita que os obrigou a avançar mais lentamente, houve alguma confusão que fez com que abandonassem três das suas bocas de fogo de artilharia e alguns dos prisioneiros conseguiram escapar. Delaborde só se reuniu às forças de Loison, no dia 19, em Torres Vedras. A sua missão, no entanto, foi cumprida pois ganhou um tempo precioso para Junot.

Sendo o primeiro combate terrestre entre britânicos e franceses da Guerra Peninsular, este combate foi o primeiro da carreira europeia de Wellesley; o sucesso aqui e no Vimeiro levou-o mais tarde a comandar o exército britânico na Península a partir de 1809, que levou a França em 1814, e depois a liderar a famosa batalha de Waterloo
Wellesley escreveu mais tarde que, no início da batalha, estava receoso do confronto direto com os franceses, sendo a primeira vez que ia enfrentar o temível adversário que ocupava toda a Europa (isto apesar da sua superioridade numérica); e reconheceu a importância deste dia para o futuro da sua carreira.
A Roliça significou, não só para Wellesley mas todos os soldados britânicos, a confirmação de que, apesar da fama de Napoleão, era possível bater os franceses.

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