O Combate de Évora foi travado em 29 de Julho de 1808,
Os numerosos casos de revolta que então se verificaram suscitaram acções de repressão, normalmente de carácter muito violento. Évora foi, na segunda quinzena de Julho de 1808, um desses casos de insurreição e repressão que ilustra bem o que se passava um pouco por todo o país.
Na manhã do dia 29 ainda chegaram a Évora reforços de Vila Viçosa e de Jerumenha. Taparam-se todas as portas da muralha excepto as do Rocio e de Machede.
Apesar daqueles reforços, era preciso ter em conta que as forças luso-espanholas não chegavam aos 2.000 homens. Além destas forças existia uma multidão quase desarmada e sem qualquer preparação militar. O general Paula Leite decidiu, no entanto, enfrentar as forças francesas em campo aberto, no exterior das muralhas da cidade, em vez de aproveitar a protecção que estas podiam oferecer, apesar da sua degradação, para oferecer uma resistência mais eficaz.
Ainda no dia 29 de manhã, à aproximação do inimigo, estas forças ocuparam as suas posições de combate em local que dominava a estrada para Montemor-o-Novo.
Numa posição mais avançada estendiam-se em cortina os miqueletes de Vila Viçosa e os Caçadores de Évora. Formando em terceira linha, e à esquerda do outeiro de S. Caetano, estavam 200 cavalos da cavalaria espanhola e 60 da portuguesa. Era nesta posição que se encontrava o general Paula Leite e o coronel Moretti com os seus ajudantes
Às 11H00 os franceses avançaram em três colunas e, assim que chegaram ao alcance da artilharia portuguesa e espanhola, esta abriu fogo. A coluna da esquerda, sob o comando de Margaron, formou um semicírculo pela parte oriental da cidade. A coluna da direita, sob o comando de Solignac, formou um semicírculo pelo lado ocidental da cidade, por forma a controlar as estradas para Beja e Monsaraz e unir com a coluna de Margaron. A coluna do centro, sob comando do próprio Loison, manteve-se sobre o itinerário em que seguiam
Évora ficou então à mercê dos franceses que, apesar da resistência oferecida pelos defensores, ali entraram pelas 16H00. O saque da cidade prolongou-se por toda a noite e só no dia seguinte, pelas 11H00, Loison deu ordem para reunir as suas tropas. «Vendo-se os franceses já senhores do campo, não tiveram a lembrança de enterrar os seus mortos, nem mesmo a de perseguirem alguns fugitivos, porque a sede do saque, os fez com a cavallaria cercar a cidade, em quanto a infanteria, com bastante custo, investiu as portas e as muralhas, que por muito arruinadas e mal guarnecidas, lhes deram entrada; e immediatamente aquelles vencedores, tocando à degola, foram matando gente pelas egrejas, pelas ruas e praças[
O ataque à cidade de Évora tinha provocado nos portugueses e espanhóis, tropas regulares e civis, um número indeterminado de mortos e feridos que, entre os diversos autores oscila entre 2.000 e 8.000. Os franceses sofreram 90 mortos e 200 feridos
De Évora, Loison seguiu para Elvas e depois para Portalegre onde, no dia 6 de Agosto, recebeu a ordem de Junot para se dirigir para Lisboa seguindo o caminho de Abrantes.
Os britânicos tinham começado a desembarcar forças a sul da Figueira da Foz. Durante a marcha, Loison recebeu ordem para se reunir às forças que tinham já marchado naquela direcção. Não chegou a tempo de intervir no Combate da Roliça mas esteve presente com as suas forças na Batalha do Vimeiro.
Fonte :Wilkipédiia
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