Somente em 1807 depois das campanhas da Austria , da Prússia e da Russia com o tratado de Tilsil em 9 de Junho , Bonaparte começou a pensar no problema ibérico e em forçar a cumprimento do Bloqueio que decretara contra a Inglaterra.
Intimou a corte portuguesa através dum ultimato recebido em Mafra a 12 de Agosto de 1807.Essa nova imposição de Bonaparte no sentido de Portugal cortar relações com a Inglaterra, levaram D.João a convocar o Conselho de Estado que se reuniria a 19 de Agosto.
As notícias sobre o resultado dessa reunião indicam que, a opção de rejeição do ultimato francês, só terá encontrado defensores entres os que defendiam a aliança inglesa D.Rodrigo de Sousa Coutinho e D.João de Almeida.
A ideia da resistência à eventual invasão franco-espanhola com o apoio efectivo de tropa inglesas , não colhiam nessa altura a preferência da maioria dos conselheiros.
Assim, Portugal declara aderir ao Bloqueio Continental, por meio de uma carta de António de Araújo de Azevedo, secretário de estado dos negócios estrangeiros, enviada ao seu homólogo francês a 25 de Setembro
A razão da posição portuguesa, foi compreendida pelo embaixador inglês Lord Strangford, que chegou a informar o seu governo, da verdadeira razão para Portugal decretar o fecho dos portos aos navios britânicos e que esse acto só seria hostil na aparência.
A questão contudo na perspectiva inglesa não era tão simplista porque não era simplesmente a do fecho dos portos aos navios, que os preocupava, mas sobretudo, a posição estratégica dos mesmos, bastando imaginar o porto de Lisboa a servir de apoio aos navios franceses.
O historial recente demonstrara que em condições praticamente idênticas, os ingleses tinham recentemente arrasado o porto de Copenhaga para evitar que armada dinamarquesa fosse capturada pelos franceses,
Nada garantiria portanto que o mesmo não fosse efectuado em Lisboa.
Contudo foi desde logo dada ordem para preparação duma frota que demonstrava que pelo menos na questão da retirada da família real haveria acordo entre os conselheiros.
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