segunda-feira, 1 de junho de 2020

Junot exige a declaração de guerra à Grã-Bretanha.


Antes de chagar a Portugal, Junot passou por Madrid, para entregar ao rei de Espanha e ao seu ministro Godoy, cartas que era portador e que apontavam para a necessidade da Espanha se preparar para desencadear as operações militares necessárias para invadir Portugal, caso o governo português recuse a pretensão francesa de fechar os portos nacionais aos navios ingleses e ao confisco de mercadorias e simultaneamente os embaixadores francês e espanhol retiravam-se no preliminar da invasão.

As intruções de Junot eram claras logo após a chegada começou a exigir junto da coroa portuguesa que assumisse a sua neutralidade a que Portugal se obrigara de acordo com o ponto de vista francês.O que conteceu  em 26 de  Abril de  1805

A verdade é que esta era uma proposta inaceitável, a História há muito nos mostrava que a soberania portuguesa não podia manter-se sem a tutela inglesa, pelo menos o domínio colonial e em especial a manutenção do Brasil.

Contudo esta primeira  presença em Portugal d Junot foi curta, porque foi nesse ano ainda para a  Áustria, onde combateu ao lado de Bonaparte na batalha de Austerlitz a 2 de Dezembro de 1805. 

Nomeado governador-geral de Parma, no ano seguinte foi nomeado governador militar de Paris.

Voltaria a Portugal mais tarde

Laura Permon, mulher de  Junot e, por via disso, duquesa de Abrantes, legou à posteridade 18 volumes de “Memórias de grandezas e misérias. Aquela que foi casada com um dos maiores generais de Napoleão viria a escrever para ganhar a vida. Dentre essa dúzia e meia de volumes, uma centena e meia de páginas recordam a sua estada em Portugal quando Junot aqui era embaixador de França

Sem comentários:

Enviar um comentário