quarta-feira, 3 de junho de 2020

Presença em Portugal de Lord Rosslyn legado inglês



Em Agosto o Governo inglês incumbe um legado diplomático, Lord Rosslyn, de prometer ajuda a Portugal ou para combater a invasão do Reino ou para transferir a Corte para o Brasil, mas, atendendo à crença lusa na possibilidade de manter a neutralidade e à desconfiança em relação aos ingleses que não apoiaram o nosso País na guerra de 1801, quando se perdeu Olivença, o ministro António de Araújo de Azevedo desvalorizou as propostas britânicas e Rosslyn informou Londres do fracasso da sua missão.

Decorreram longas e complicadas negociações conduzidas pelo mesmo estadista português e pela nossa diplomacia em Lisboa, Paris, Londres e Madrid, entremeadas por sucessivas reuniões do Conselho de Estado, onde o assunto foi discutido com atenção de acordo com o melindre das circunstâncias.


Durante as negociações esteve sobre a mesa a possibilidade da armada inglesa estacionada não muito longe de Portugal, desembarcar no nosso território por forma a garantir que Portugal não cedendo às propostas francesas, teria possibilidade de se defender duma agressão Hispano-francesa.


Porém em todas as conversações estava sempre presente a extrema dependência portuguesa da poderosa armada inglesa, sem a qual seria certo se perderia o domínio sobre o Brasil

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