Três dias depois do desembarque foi constituído o novo ministério sendo D.Fernando José de Portugal e Castro o marquês de Aguiar, antigo governador da Baía e antigo vice-rei do Brasil, foi nomeado ministro e secretário de Estado dos Negócios do Reino, Rodrigo de Sousa Coutinho, conde de Linhares, ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, salientando-se o afastamento de António de Araújo Azevedo de acordo com o alinhamento político para com a Inglaterra sendo este ministro considerado demasiadamente aberto as posições francesas.
A primeira grande medida tomada por D. João VI, assim que chegou ao Brasil, foi promover a abertura dos portos brasileiros para as “nações amigas”, o que na prática significava apenas a Inglaterra – grande aliado e parceiro econômico de Portugal. Com essa medida, Portugal colocava fim ao exclusivo colonial e dava permissão aos comerciantes e grandes proprietários brasileiros para comercializar seus produtos diretamente com os ingleses.
D. João VI também revogou o decreto que proibia a instalação de manufaturas no país e incentivou a importação de matérias-primas utilizadas nessa produção. Além disso, o rei autorizou a construção de faculdades de medicina e de museus e bibliotecas na cidade do Rio de Janeiro. Essas medidas possibilitaram um grande desenvolvimento intelectual na colônia.
A questão entretanto colocado foi a da instalação de tão numerosa comitiva, que conduziu a verdadeira onda de desocupação dos proprietários que naturalmente causou grande indignação e descontentamento , levando a que houvesse desde logo uma medida régia de fomento de construção em terrenos não aproveitados, estabelecendo isenções ou reduções de décima.
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