quinta-feira, 2 de julho de 2020

A convenção de Sintra

Na tarde de 22 de agosto de 1808, depois das sucessivas derrotas do exército francês nas batalhas da Roliça e do VimeiroJunot envia o General Kellermann a apresentar-se no quartel-general do exército britânico (então situado na aldeia do Vimeiro), a fim de pedir tréguas. 

Estas foram concedidas no mesmo dia, sob a forma dum armistício assinado entre o General Wellesley e o General Kellermann, segundo o qual se discutiriam nos dias seguintes as estipulações para um acordo definitivo para a retirada das tropas francesas de Portugal. 

Entre outras disposições, este armistício estabelecia o rio Sizandro como fronteira entre as tropas britânicas e as francesas, enquanto as tropas portuguesas deveriam ficar atrás da linha entre Leiria e Tomar.

A convenção ficou conhecida como sendo rubricada em  Sintra no dia 30 de Agosto de 1808, embora haja dúvidas que assim tenha acontecido, atendendo à distância entre os subscritores nessa data e suscitou viva contestação por parte dos portugueses, porque a mesma foi rubricada sem a intervenção de um único representante de Portugal.

Em termos militares, o acordo traduzia-se em benefícios mútuos: Junot, sem linhas de comunicação confiáveis com a França, retirava suas tropas sem maiores perdas e em segurança. Os ingleses ganhavam o controle da capital, Lisboa, e da temida linha de defesa da barra do rio Tejo, sem necessidade de combate 

O bispo e Porto presidente da junta governativa reclamou o facto do acordo de paz, conter clausulas que permitia que o exército francês se retirasse de Portugal com todas as suas bagagens onde se incluíam, claro o produto das suas pilhagens, amnistiando todos os que com eles tinham colaborado

Mesmo perante estes protestos incluindo o do embaixador em Londres D.Domingos de Sousa Coutinho,Marquês do Funchal a convenção foi rigorosamente aplicada

Esta convenção foi assinada entre o general Kellerman(França) e Geoge Murray(Inglaterra)

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