Frustrados os planos para a conquista de Portugal em 1809, Napoleão nomeou o marechal André Masséna comandante do novo “Exército de Portugal”, constituído por três corpos de exército, cerca de 65 000 homens.
Masséna era um dos marechais de mais elevada reputação no Império Francês. Napoleão estava de tal forma confiante na sua capacidade de levar a bom termo esta missão que não enviou ordens a nenhum outro comandante francês na Península para lhe prestar qualquer apoio. Em Maio de 1810, em Salamanca, Masséna assumiu o comando daquele exército.
Para a defesa da Península Ibérica,o duque de Wellington, considerava Portugal mais importante que a defesa da Andaluzia
Considerava que tinha melhores condições de defesa em Portugal e, nesse sentido, tinha já começado a construção das Linhas de Torres Vedras
Considerava que tinha a obrigação de privilegiar a defesa de Portugal porque, ao contrário de Espanha, aquele reino colocou-se inteiramente nas mãos dos aliados e colocou todos os recursos, inclusive o exército, à sua disposição
Ao contrário do exército espanhol, o exército português tinha com ele uma relação de subordinação (Wellesley tinha recebido em Portugal, por decreto de 29 de Abril de 1809, a patente de Marechal General “dos Exércitos Portugueses para dirigir as suas Operações quando combinados com o de Sua Majestade.
Por estas razões, Wellesley retirou as suas unidades de Badajoz, a partir de 8 de Dezembro de 1809. No dia 3 de Janeiro de 1810, o seu Quartel-General (QG) estava em Coimbra, a 2.ª Divisão, do general Rowland Hill, ficou em Abrantes e as restantes tropas iam sendo alojadas ao longo do vale do Mondego.
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