Não podendo dizer-se que a viagem para o Brasil, tenha sido um êxito, atendendo a algumas tempestades que açoitaram a expedição e que conduziram á separação de algumas naus devido a essas precárias condições.
Assim em 21 de Janeiro de 1808, apenas 3 naus da frota real, entre as quais o Príncípe Real e o Afonso de Albuquerque, acompanhado dum navio de escolta britânico, surgiram ao largo de Salvador da Baía, facto que até surpreendeu o governado da capitania D. João da Gama, que muito embora soubesse da partida da família real de Lisboa, desconhecia que o seu destino fosse a Baía. Até porque não era essa a intenção
Só no dia seguinte seguinte, D.João e a restante comitiva que o acompanhava, pôs o pé em terra, sendo que foi a primeira vez que um príncípe soberano europeu, pisava pela primeira vez solo americano
O cortejo formado seguiu até a Sé, onde foi rezado um Te Deum. A curiosidade era reciproca , quer da população local, quer dos europeus, porque tudo era bem diferente do que estavam habituados, também pelo clima e pela maioria étnica bem diferente de Lisboa
Também como nota de curiosidade, já anteriormente no dia 10, pelas 11 horas da manhã, a frota que levava a corte para o Brasil, cruza a linha do Equador. D. Maria I e o Príncipe Regente tornavam-se os primeiros monarcas europeus a passar para o hemisfério austral.
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