quarta-feira, 10 de junho de 2020

A ocupação inglesa da Ilha da Madeira




A ilha foi declarada colónia britânica e os funcionários portugueses obrigados a juramento de fidelidade ao monarca da Grã-bretanha. 

Sem qualquer aviso prévio às autoridades portuguesas, na véspera de Natal de 1807, uma esquadra britânica aportou ao Funchal e apoderou-se da Ilha, pelos vistos jogando na antecipação estratégica à presumida investida napoleonica naquele arquipélago atlântico. 



A esquadra inglesa que ancorou na capital madeirense, naquele dia 24 de Dezembro de 1807, era comandada pelo almirante Samuel Hood, e compunha-se de 4 naus, 4 fragatas e 16 navios de transporte, transportava 2 regimentos de infantaria (cerca de 2 mil soldados) mais duas companhias de artilharia, sob o comando do nosso, mais tarde, bem conhecido general Beresford (terá sido durante a sua permanência de pouco mais de meio ano na Madeira que este general britânico aprendeu a falar português).


Feito o desembarque, sem qualquer reacção por parte da presença militar portuguesa naquele arquipélago, o general inglês dirigiu-se, de imediato, ao Governador português na Ilha, o Capitão-general Pedro Fagundes Bacelar de Antas e Meneses, que intimou a entregar-lhe o Arquipélago, e este não que não viu como resistir, acabou por capitular. 


Logo no 1º artigo do Auto de Capitulação, assinado a 26 de Dezembro de 1807, pode ler-se o seguinte: «A Ilha da Madeira e suas dependências serão entregues aos comandantes das forças de sua majestade britânica para serem conservadas e governadas por sua dita majestade com os mesmos direitos, privilégios e jurisdições com que até agora as gozou a coroa de Portugal». 


No dia 30 de Dezembro seguinte, Beresford fez uma Proclamação à população madeirense, obrigando-a a reconhecer como seu legítimo rei, o monarca inglês, Jorge III.

(créditos Manuel Augusto Dias )

Essa presença só terminou em 1814, quando as guerras napoleónicas chegaram ao fim e a situação política na Europa se estabilizou com a queda de Napoleão.




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