As forças britânicas e portuguesas estavam concentradas e organizadas a 5 de Maio de 1809. O objectivo era avançar para Norte e obrigar o exercito francês a retirar.
Para isso, Wellesley organizou três núcleos de forças: o corpo principal de tropas, sob o seu comando directo, para um corpo de tropas sob o comando de Beresford que iria juntar-se às forças do brigadeiro Silveira na defesa da linha do Tâmega e interceptar a linha de retirada de Soult através de Trás-os-Montes e um corpo de tropas sob o comando do Brigadeiro-general John Randoll Mackenzie que constituía uma força de vigilância e intervenção contra as forças do Marechal Victor, que se encontrava em Mérida a aguardar oportunidade para fazer avançar forças ao longo do vale do Tejo em direcção a Lisboa.
Beresford iniciou o movimento no dia 6 de Maio e atingiu Lamego no dia 8, onde encontrou as forças do brigadeiro Silveira que tinha retirado da linha do Tâmega. Dali seguiu para Peso da Régua onde chegou no dia 10 e atravessou o Douro no dia 11. Dirigiu-se então para Amarante numa tentativa de enfrentar as forças de Loison que, entretanto, perseguido pelas forças do brigadeiro Silveira, já tinha resolvido retirar em direcção a Guimarães.
As tropas de Wellesley iniciaram o movimento no dia 7 de Maio e seguiram a rota Coimbra – Albergaria-a-Nova – Santa Maria da Feira – Vila Nova de Gaia.
No dia 9 de Maio, a guarda avançada britânica atinge a linha do Vouga. Cerca das 05H00 do dia 10 encontraram os postos avançados franceses que foram obrigados a retirar. Logo de seguida estavam perante toda a divisão de Franceschi, disposta para a batalha, na região de Albergaria-a-Velha.
Os franceses assumiram uma atitude agressiva mas, depois de alguns combates e perante os efectivos anglo-lusos que iam chegando, retiraram para as posições de Grijó onde já se encontrava a Divisão de Infantaria de Mermet.
Wellesley decidiu tornear ambos os flancos da posição francesa enquanto a cavalaria de Cotton e dois batalhões britânicos da brigada de Stewart avançavam para o centro. Entretanto, a brigada de Hill avançava rapidamente pela estrada Ovar-Porto com o objectivo de se colocar à retaguarda dos Franceses. Perante estes movimentos, Mermet e Franceschi decidiram retirar imediatamente. Uma guarda de retaguarda protegeu a retirada mas, atacada pelas forças anglo-lusas, acabou por dispersar e os seus soldados fugiram pelos campos, perseguidos pela cavalaria britânica que provocou um número considerável de mortes e fez vários prisioneiros. Sobre estes acontecimentos, Wellesley referiu-se de forma elogiosa às forças portuguesas que participaram nos combates.
Durante o resto do dia, Mermet e Franceschi continuaram a retirar e ao anoitecer atingiram Vila Nova de Gaia. Durante a noite passaram a ponte sobre o Douro que Soult mandou em seguida destruir. O total de baixas dos Franceses foram cerca de 250 homens dos quais 100 eram prisioneiros. Os aliados sofreram 106 baixas, quase metade nos esquadrões de cavalaria. No dia seguinte, 12 de Maio, desencadeou-se a Batalha do Douro
No dia 12 de manhã, o coronel John Waters fez um reconhecimento à margem sul do rio Douro, a montante do Porto. Um português da região mostrou-lhe uma embarcação que estava escondida entre os arbustos e apontou-lhe quatro barcos rabelo que se encontravam amarrados na margem norte, sem guarda, a cerca de dois quilómetros do Porto. Com estes barcos, que podiam transportar cerca de trinta homens cada um, foi possível começar a atravessar o rio e a colocar forças britânicas num convento abandonado, nos arredores a Leste da cidade, na margem norte.
Quando os franceses descobriram o que estava a acontecer, cerca das 11H30, já os barcos tinham atravessado quatro vezes e um batalhão quase completo da brigada do general Rowland Hill estava instalado no convento. Os franceses atacaram as posições britânicas mas foram batidos pela artilharia posicionada nas alturas da margem sul. Quando enviaram mais forças para aquele sector já três batalhões britânicos tinham atravessado o rio.
Soult ordenou às tropas que vigiavam a margem do rio para apoiarem as forças que tentavam desalojar os britânicos do convento.
Rapidamente, quatro batalhões desembarcaram na cidade. Soult viu que não podia manter o Porto e ordenou a retirada imediata pela estrada que conduzia a Amarante. Os franceses abandonaram a cidade, em desordem quase sem oferecer luta. Muitos renderam-se facilmente.
Fonte: Wikipédia
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