segunda-feira, 20 de julho de 2020

O desastre da Ponte das Barcas

A 29 de Março, quando os franceses entraram na cidade do Porto, encontrava-se na cidade Luísa Todi, natural de Setúbal e irmã da também famosa Cecília Rosa, conhecida atriz. Contava 50 anos e vivia com os filhos perto da rua Chã.  Nesse dia tentou fugir para Gaia de barco pela Ribeira.

Uma queda no rio ao tentar salvar a filha que fora atingida por uma bala   , sendo então salva por uma criada, justificou a sua presença no cais quando chegou a cavalaria francesa.

Luísa falou em francês sendo prontamente atendida e levada a presença de Soult, que a conhecia e tratou com muita delicadeza, ordenando que lhe prestassem todos os socorros. 

Quando se dirigia a casa ouviu-se um grito horrendo fora a Ponte das Barcas que abrira, engolindo centenas  de pessoas que tentava escapar fugindo com alguns haveres ao saque das tropas francesas e ao ataque da cavalaria que os perseguia até ao cais.

O saque das tropas francesas fora violentíssimo, roubos e estupros e alguns incêndios,  durando até ao sábado de Aleluia seguinte, e  estima-se que tenham morrido mais de 10 mil pessoas, entre o desastre da Ponte das Barcas e as que foram assassinadas nas ruas ou nas suas próprias casas

Soult, duque da Dalmácia, instalou-se no Palácio dos Carrancas hoje Museu Soares dos Reis, dizem que acalentando o sonho de um dia ser Rei de Portugal

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