terça-feira, 11 de agosto de 2020

A capitulação de Almeida

Almeida estava bem guarnecida de alimentos e munições. Wellington esperava que aquela praça resistisse pelo menos até meados de Setembro, época do ano em que normalmente começavam as chuvas que deixavam as estradas intransitáveis. 

Aos franceses seriam assim criadas dificuldades adicionais para avançarem em direcção a Lisboa e para serem abastecidos. Além disso, o tempo ganho era importante para a continuação dos trabalhos de preparação das Linhas de Torres Vedras. Por isso, a praça tinha sido preparada, no que respeita a pólvora, munições e abastecimentos, para resistir muito tempo.

A quase totalidade da pólvora e munições estava armazenada nas dependências à prova de bomba do antigo castelo. À excepção de algumas covas ou cacifos húmidos que se situavam num dos baluartes, não havia outros armazéns para depósito da pólvora. Isto significava que teria de ser feito o transporte frequente dos barris de pólvora entre as dependências do castelo e os baluartes onde se encontrava a artilharia.

 No dia 26 de Agosto. uma granada francesa explodiu no pátio do castelo e  um barril foi atingido pela combustão da pólvora e , transmitindo a explosão aos outros barris de pólvora e cartuchos de infantaria 

Nessa explosão morreram à volta de 500 homens  e os danos materiais foram muito grandes. Quando se deu a explosão, grandes blocos de pedra foram projectados até às trincheiras francesas tendo ferido e provocado a morte de alguns soldados. 

Às 09H00 do dia 27 de Agosto, um enviado de Massena foi até à fortaleza para falar com Cox e convencê-lo a render-se. 

Nessa mesma noite de 27 de Agosto, foi enviada a André Masséna a proposta de rendição

 Cerca das 23H00 foi anunciada a capitulação

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