Massena garantiu, nos termos da rendição, que as tropas regulares seriam enviadas para França como prisioneiros de guerra e os militares dos três regimentos de milícias seriam autorizados a regressar a casa após assumirem o compromisso de não voltarem a prestar serviço militar durante a guerra.
A guarnição saiu da praça no dia 28 de manhã e o acordo de capitulação foi imediatamente quebrado: Massena encarregou o Marquês de Alorna e o General Pamplona de os aliciarem para entrarem ao serviço de França. Aos oficiais foi prometido manterem o seu posto. Quase todas as tropas regulares e cerca de 600 milicianos concordaram em alistar-se. Alorna conseguiu organizar uma brigada com três batalhões que tomou a designação de Segunda Legião Portuguesa.
‘’Mas as intenções destes "dóceis" recrutas eram realmente diferentes do que Masséna supunha! Tinham trocado a sua lealdade meramente para escaparem serem enviados para França, e enquanto eram deixados sem vigilância nos três dias seguintes, fugiram em bandos de 200 e 300 ao mesmo tempo, oficiais e outros, e prontamente se apresentaram nos postos de Wellington e Silveira, durante uma semana. Os Franceses, desenganados tardiamente, desarmaram os que restavam no campo, que foram enviados para França, juntamente com Cox e meia dúzia de oficiais que lealmente tinham recusado aceitar as ofertas de Alorna.‘’
Wellington tinha de alguma forma ficado alarmado, aquando das primeiras notícias da adesão da guarnição à causa Francesa. Cedo deixaria de estar desapontado na medida que, gradualmente, as tropas acorreram ao seu acampamento. Ficara com dúvidas, perante a honra militar, aceitar ao serviço estes perjúros mas Patrióticos soldados. Prontamente receberia uma proclamação da Regência, aprovando e readmitindo os soldados aos seus anteriores lugares no Exército
Relativamente ás ocorrências do dia 27, e quanto aos oficiais que pressionaram Cox à rendição, e ao Major Barreiros que desertou, os nomes desses oficiais foram juntos aos que serviam no estado-maior de Massena durante esta campanha, na acusação que foi apresentada à chamada Junta de Inconfidência. Todos foram considerados culpados de traição e condenados à morte a 22 de Dezembro de 1810. Só dois daqueles oficias foram capturados e executados: João de Mascarenhas, ajudante de campo de Alorna, e Bernardo da Costa - o Tenente-Rei da praça de Almeida
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