segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Tropas francesas nas Linhas de Torres,

Como o exército aliado retirava para as linhas de Torres, á  maior parte da população das regiões em que iria passar o exército francês, foi dada ordem de evacuação de Coimbra. 
As propriedades agrícolas foram abandonadas. Os bens que não podiam ser transportados e podiam servir de algum modo os franceses foram destruídos. 
Em Coimbra, os franceses encontraram escassos abastecimentos, mas, mesmo assim, a cidade foi saqueada, mas não puderam tirar bom proveito dos bens que encontraram. 
Entre Coimbra e as Linhas de Torres Vedras deram-se alguns encontros entre as forças francesas mais avançadas e a guarda de retaguarda do exército de Wellesley
. Os combates mais significativos registaram-se perto de Pombal e de Alenquer. No dia 11 de Outubro, as forças avançadas dos franceses avistaram as Linhas de Torres Vedras. 
Verificaram-se trocas de tiros na região do Sobral de Monte Agraço. No dia 14, o próprio Masséna veio observar as Linhas,  compreendeu que as não podia atacar, sem receber ajuda. 
Esta poderia vir de Soult que se encontrava na Estremadura espanhola. Nem essa ajuda chegou nem Wellesley arriscou sair das Linhas para uma batalha em campo aberto.
Massena manteve-se frente às Linhas de Torres Vedras durante quatro semanas. Depois retirou para posições entre Rio Maior e Santarém, onde podia obter alimentos mais facilmente. 
Podia resolver por algum tempo o problema do abastecimento do seu exército, mas não podia atingir o seu objectivo, Lisboa, pois continuava isolado de todos os outros exércitos franceses. 
À sua retaguarda, as acções de guerrilha desenvolvidas pelas milícias e ordenanças criavam-lhe as maiores dificuldades. Para enviar um relatório da situação a Napoleão foi enviado o general Foy e foi necessária uma escolta formada por um batalhão de infantaria e um esquadrão de cavalaria - entre 500 a 750 homens - e no regresso Foy era escoltado por 1800 homens
A situação provocava um desgaste grande no exército francês. 
Dos cerca de 65 000 franceses que tinham entrado em Portugal, em Setembro só 46 500 estavam presentes. Uma divisão estava a caminho para reforçar este exército, mas isso, na realidade, significava um problema de mais 7500 homens para alimentar. 

Sem comentários:

Enviar um comentário