A Revolução Pernambucana teve início, de facto, em 6 de Março de 1817, quando o brigadeiro português Manoel Joaquim Barbosa de Castro foi assassinado ao realizar ordem do governador local de prender supostos envolvidos numa conspiração.
As causas para esta rebelião foram inúmeras quer de âmbito económico, quer meramente político, como o descontentamento provocado pela distribuição de cargos e benesses , que , segundo os revoltosos eram atribuidos a nascidos em Portugal em detrimento dos nascidos localmente
Insuficiência de bens que eram desviados para as plantações de algodão e respectivo aumento de preços que a especulação sempre promoveu
O movimento contou com as elites locais, compostas por grandes comerciantes e alguns grandes proprietários, e teve adesão também de militares, juízes, pequenos comerciantes, artesãos e muitos padres. A grande adesão de padres ao movimento, inclusive, fez com que essa rebelião também ficasse conhecida como Revolução dos Padres
O assassinato foi cometido pelo capitão José de Barros Lima, que reagiu à voz de prisão realizada pelo brigadeiro.
Em seguida, essa rebelião espalhou-se por toda a cidade de Recife, o que forçou o governador local a abrigar-se no Forte do Brum. Logo depois, esse mesmo governador, Caetano Pinto de Miranda Montenegro, fugiu para a capital Rio de Janeiro. Os rebeldes, vitoriosos, implantaram um Governo Provisório que decretava diversas mudanças em Pernambuco.
A Revolução Pernambucana contou com os seguintes nomes como lideranças: Domingos José Martins, José de Barros Lima, Cruz Cabugá, Padre João Ribeiro, entre outros. Assim que o Governo Provisório foi formulado, algumas medidas foram tomadas, como:
Proclamação da República na Capitania de Pernambuco;
Estabelecida a liberdade de imprensa e a liberdade de credo;
Os impostos criados por D. João VI foram abolidos;
Instituição do princípio dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário);
Aumento no soldo dos soldados;
Manutenção do trabalho escravo.
Apesar de ser um movimento de carácter liberal, as medidas tomadas pelo Governo Provisório visavam beneficiar muito mais as elites locais do que necessariamente promover a criação de uma sociedade justa e igualitária. A manutenção do trabalho escravo foi uma evidência disso, já que havia nesse movimento a participação de grandes proprietários que eram contrários à abolição.
Créditos :Historia do Mundo
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