Nascida em 22 de Janeiro de 1797 em Viena, na Áustria, Carolina Josefa Leopoldina Francisca de Habsburgo-Lorena era filha do imperador Francisco I da Áustria e II da Alemanha, e de Maria Isabel de Bourbon Nápoles.
Em 1816, depois de longas negociações, a arquiduquesa foi escolhida como esposa de D. Pedro I.
O casamento foi realizado a 17 de Maio de 1817 por procuração na cidade de Viena, antes mesmo do casal se conhecer pessoalmente.
O casamento de Leopoldina com o príncipe herdeiro do Brasil pode ser visto, portanto, também como uma estratégia da Áustria para fazer concorrência à outra grande potência europeia vencedora de Napoleão, a Grã-Bretanha.
Um plano que, naturalmente, beneficiava a parte luso-brasileira, já que essa aliança político-matrimonial lhe dava a possibilidade de equilibrar o peso que os britânicos exerciam sobre a soberania (e o comércio) do novo Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves criado no final de 1815, depois de uma sugestão feita, não por acaso, durante o Congresso de Viena, durante o qual as potências vencedoras de Napoleão dividiriam a influências.
Diga-se entretanto que o infante detestava a mãe que apelidava bastas vezes de vadia, aludindo ao comportamento eventualmente dissoluto de sua mãe. Contudo o próprio príncipe também entre muitas excelentes qualidades, era também bastante mulherengo, o que na actual situação pré matrimonial causava algum incomodo.
Entre muitos casos amorosos, contava-se uma actriz francesa , que o príncipe alojou nos seus aposentos pessoais no palácio onde vivia com o pai.
A gravidez da actriz Noémi Thierry dificultou igualmente a solução para o problema, atendendo á chegada de Leopoldina da Austria ao Brasil
A família real, que ao saber do ocorrido resolveu dar uma boa quantia de dinheiro para Noémi, além de obrigá-la a ir embora do Rio de Janeiro e esquecer seu amado. Com essa imposição a mulher , concordou em romper o romance e viajar para o Recife, onde ficou sob os cuidados do governador de Pernambuco, Luís de Rego Barreto.
Mesmo não querendo se afastar de seu grande amor, Dom Pedro I dá na despedida doze contos de réis para a amada, e Dom João VI ainda concede mais onze contos, além do enxoval completo e inúmeros presentes. Quando nasce o tal filho ele recebe o nome de Pedro Thierry, no entanto, ele passa a ser chamado de Francisco da Costa Matoso. Tudo isso para impossibilitar a Imperatriz Leopoldina de saber de sua existência.
Mesmo assim, de acordo com os historiadores nordestinos, ela ficou tão desconfiada que foi até o Pernambuco e Bahia para encontrar e matar a criança. Ademais, a história não ficou só nisso: o descendente do primogénito de Dom Pedro I foram proibidos de tirar a cidadania Portuguesa.
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