No dia 7 de Março, o exército francês estava concentrado na região de Tomar, excepto o VI CE (Ney) que, juntamente com a Divisão de Conroux, se encontrava em Leiria.
Os reconhecimentos efectuados pela cavalaria britânica permitiram concluir que Massena se dirigia para Coimbra e que seguiam pelas estradas de Leiria e Pombal e pela de Chão de Maçãs e Ansião. Esta estrada, mais para Este, era muito má e iria certamente provocar demoras na retirada.
Wellington apercebeu-se que as unidades franceses paravam o mínimo possível na sua retirada. Isto significava que não tinham intenções de enfrentar os Aliados.
No dia 9 de Março, ficou claro que Massena tencionava utilizar três vias de comunicação que ligavam o vale do Tejo ao vale do Mondego.
À sua frente marchava Drouet com a Divisão Conroux em escolta do principal trem do exército. A Reserva de Cavalaria encontrava-se toda com o VI CE. Reynier estava separado das restantes forças por uma cadeia montanhosa mas os VI e VIII CE iriam reunir-se em Pombal a 10 ou 11 de Março. Reynier apenas podia juntar-se a eles, alguns dias mais tarde, perto do Mondego.
. Na manhã do dia 11 dá-se o primeiro combate digno de nota nestas operações de retirada e perseguição. O Combate de Pombal foi uma acção retardadora bem executada, sob o comando do Marechal Ney. As forças Aliadas conseguiram avançar e as forças francesas foram obrigadas a retirar mas o objectivo foi cumprido: Ney ganhou tempo que permitia as restantes forças distanciarem-se mais no seu movimento de retirada. Uma manobra idêntica foi conseguida no Combate da Redinha, no dia 13.
Estes dois combates demoraram Wellington na sua marcha de perseguição. Em vinte e quatro horas apenas tinham avançado 16 Km.
No dia 10 de março, Montbrun encontrou a ponte de Coimbra com dois arcos destruídos. Na margem Norte, as milícias do Tenente-Coronel Trant estavam dispostas a dificultar a passagem dos franceses. As chuvas fortes que tinham caído na véspera tornaram o caudal do rio mais alto e mais forte e não foi possível localizar os vaus por onde poderiam ter tentado a travessia. Registaram-se duelos de artilharia entre uma margem e outra. Um batalhão de infantaria do VIII CE tentou atravessar o rio mas foi repelido.
Após o Combate da Redinha, Ney retirou para a posição de Condeixa onde a estrada Leiria – Coimbra cruza com outra estrada que conduz a Ponte de Mucela e à fronteira espanhola. Apesar de Ney ter ganho tempo nos combates anteriores, Massena tinha perdido a oportunidade se estabelecer no vale do Mondego. Enfrentar Wellington estava fora de questão pois pensava ter (o que não era verdade) efectivos inferiores aos dos Aliados, o moral do seu exército estava muito em baixo, os seus subordinados, especialmente Ney, estavam determinados a abandonar Portugal e o nível de munições estava perigosamente em baixo. No meio de uma população desejosa de se vingar dos sacrifícios sofridos, não lhe restava outra alternativa além de retirar pela margem sul do Mondego em direcção a Almeida.
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